quinta-feira, 11 de abril de 2013

Celebrando a Páscoa

Por Paulo Almeida da Silva

Envoltos em mais uma Semana Santa, revivemos a paixão de Cristo, que
representa aqueles que seriam os últimos momentos da vida de Jesus. A
Semana Santa reúne importantes datas, como o domingo de ramos, a
sexta-feira santa, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Estas
datas constituem-se em importantes eventos para a fé cristã e são
celebradas por cristãos do mundo inteiro.

O substantivo pesah/páscoa vem da raiz verbal psh, que segundo o Prof.
Luiz Roberto Alves citado pelo prof. Tércio Machado Siqueira,
professor de Antigo Testamento da FaTeo, que estuda o tema, o verbo
pasah significa passar por cima, saltar por cima. Assim diz o Prof.
Luiz Roberto Alves: "O verbo que dá base ao substantivo pesah tem o
sentido de salto, movimento, caminhada, travessia (...)

E tem sido este o sentido que adotamos e com o qual celebramos a
páscoa. Regozige-se pois Jesus venceu a morte !!! Cultue segundo seu
credo religioso, direito garantido pela Constituição federal, que
assim se reporta ao tema:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade,
à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo
assegurado livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma
da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias. (CF 1988)

Sinto-me reconfortado que a lei de Deus tenha encontrado espaço nas
leis dos homens, e que apesar dos desmandos e das divergências que
ocorrem em outras áreas de nossa convivência social, é quase
unanimidade que o Brasil ainda é um país de muita liberdade, inclusive
a religiosa. Feliz Páscoa !!!

Disponível em http://www.metodista.br/fateo/materiais-de-apoio/estudos-biblicos/um-estudo-sobre-a-origem-da-pascoa.
Acesso em 23/03/2013.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Início do ano letivo


Por Paulo Almeida da Silva
Estamos iniciando mais um ano letivo. As escolas voltam a abrir suas portas para receber seus alunos. Pais voltam a transportar seus filhos até a escola. Professores retornam às suas atividades docentes. Servidores reassumem suas funções no ambiente escolar. Tudo isso por que ainda cremos na educação. No diferencial que ela proporciona a quem a busca. Com ela vislumbramos novos horizontes!

A Secretaria de Educação do Estado do Amazonas fez algumas mudanças, principalmente no que se refere ao trabalho docente, que queremos comentar. A LDB nos diz no seu Art. 61.

Consideram-se profissionais da educação escolar básica os que, nela estando em efetivo exercício e tendo sido formados em cursos reconhecidos, são:

I – professores habilitados em nível médio ou superior para a docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio;

II – trabalhadores em educação portadores de diploma de pedagogia, com habilitação em administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como com títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas;

III – trabalhadores em educação, portadores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim.

No que diz respeito à formação do professor, a legislação está bem clara. No item III, está citado que o trabalhador em educação pode ser portador de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim.

 Desde que a LDB foi promulgada, as secretarias de educação vêm trabalhando para qualificar seus professores e tentando deixar cada um trabalhando na sua respectiva área de formação. Isto atende a legislação. Mas, é nela mesma que também nos apoiamos para dizer que a formação em área afim, também é possível de ser aceita, respaldando o professor a adentrar em outras áreas diferentes daquela de sua formação. Isto seria suficiente para justificar que uma jornada de trabalho de 20 horas semanais poderia ser completa em uma mesma escola.

É esta mudança que não foi bem vista pelos professores, pois para completar uma carga horária de até 20 horas por semana, o professor tem que se deslocar para outras escolas. Imagine se no entorno da moradia deste professor, houver uma só escola. Ele vai ter que se deslocar para outro bairro. Vamos pensar naquele professor que mora em uma cidade ou comunidade com poucas escolas. Não se teria que abrir uma exceção?

Companheiros da educação, a mobilidade pode chegar à coesão, da coesão à reivindicação, da reivindicação à possibilidade de ser ouvido.

A Mesorregião do Alto Solimões

Por Paulo Almeida da Silva (Professor de Geografia do Centro de
Estudos Superiores da UEA em Tabatinga)

A Amazônia brasileira é portadora de um gigantismo em diversos
aspectos. No aspecto geográfico esta região chama atenção pelo imenso
território. Sua divisão em mesorregiões denota o esforço político em
alcançá-la administrativamente. Estas divisões embora bem definidas no
mapa, nem sempre se manifestam com a mesma clareza no atendimento às
suas populações, fim para o qual, pensou-se em dividi-la.

A Mesorregião do Alto Solimões detém importância geopolítica, por ser
área de fronteira, aqui no caso, com Peru e Colômbia. Nela estão
inseridos nove municípios: Atalaia do Norte, Benjamin Constant,
Tabatinga, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá,
Tonantins, Jutaí e Fonte Boa A população aproxima-se de 200 mil
habitantes, em uma área de 214 mil km². Para aqueles que gostam de
comparações, isto corresponde ao tamanho da área ocupada pelo estados
de Sergipe, Alagoas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba e
ainda caberia o Distrito Federal. Como em toda a região amazônica, a
densidade demográfica desta mesorregião também é baixa: 0,93 hab./Km².

Percebe-se por estes números, que se fosse apenas esta mesorregião a
área correspondente à Amazônia brasileira, já teríamos muitas
dificuldades em protegê-la e mantê-la. Em outros momentos da história
deste país, assistimos como foi difícil fazer isto, para garantir a
soberania nacional de toda esta área de fronteira no norte do Brasil.
Foi difícil e continua sendo, hoje acentuada pelos muitos interesses
internos e externos voltados para esta área. Este é um outro aspecto
do seu gigantismo:são muitas as suas reservas minerais, as cifras que
pode proporcionar a sua biodiversidade são vantajosas, sem deixar de
levar em conta sua imensa contribuição para o clima de todo o planeta.
Na Messoregião do Alto Aolimões, acrescenta-se ainda a pluralidade
etno-cultural dos povos indígenas que habitam nesta área, que dentro
deste contexto, não deixam de ser um patrimônio nacional, além da
convivência com mais dois tipos humanos: o peruano e o colombiano.

Cada um dos noves municípios que nela estão, são fortemente marcados
pela presença do rio Solimões, que tem sido a principal via de acesso
intermunicipal. Se já é importante como via de acesso, muito mais o
será como fonte de alimentação, pois tem sido o peixe e a farinha, os
alimentos que mais têm atendido a necessidade alimentar de grande
parte das populações tradicionais. A importância da conexão nos remete
a comunicação, e aí vejo a importância dos veículos de informação como
este jornal.

Considero de extrema relevância a iniciativa de seus idealizadores,
pois como disse anteriormente, o gigantismo desta região nos
impressiona. E se ainda há quem queira somar esforços com àqueles que
já o fazem para alcançar e manter esta mesorregião, são todos bem
vindos !

Quero poder tecer muitas outras considerações sobre esta mesorregião,
distinguindo as peculiaridades de cada município, nas próximas edições
deste jornal.

Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAen-sAB/a-mesorregiao-alto-solimoes